Me deixar entrar , Moça! ( 9º capitulo )

Ana passou o resto da tarde a chorar e parte do inicio da noite pelo que ninguém entrou mais no quarto. Cá fora Andreia começava a ficar desesperada por não poder entrar no quarto onde se encontrava a amiga.

 

Andreia – Fogo, não aguento mais isto ela estará bem ? É que não se ouve nenhum movimento no quarto. Oh David tu não entraste lá dentro?

 

David – Entrei, mas ela tava dormindo depois dos primos dela terem saído. Acho melhor você ir para casa seus pais devem tar preocupados.

Amanhã você volta com mais calma e vê ela.

 

Nisto o telemóvel de Andreia toca eram os seus pais tal como David previa, os pais de Andreia haviam ficado chateados e preocupados pelo o facto de ela ainda não ter chegado a casa.

Andreia desliga o telefone contrariada.

 

Andreia – Bem parece que acertaste mesmo em cheio vou ter de ir para casa agora mesmo senão fico de castigo até me casar.

 

Ruben – Vá , eu levo-te a casa.

 

Andreia – Nem pensar, eu vou de metro

 

Ruben – Eu levo-te e não se fala mais nisso.

 

Andreia – Está bem, olha David toma conta dela por favor.

 

David – Pode deixar eu cuido dela. Manz você já vai?

 

Ruben – Eu vou mano, já fico em casa assim descanso e tu devias fazer o mesmo.

 

David  - Tá bom Manz, a gente se fala depois.

 

Os dois amigos despedem-se assim como Andreia, esta sai com Ruben deixando para trás David no Hospital.

David dirige-se ao quarto de Ana mas uma enfermeira trava-lhe o caminho.

 

Enfermeira – Desculpe , é da família da paciente?

 

David – Eu, Eu …

 

Enfermeira – Se não é, desculpe mas não o vou deixar entrar, tenho ordens específicas para não deixar ninguém a não ser a família da paciente.

 

David – Me deixa entrar, moça por favor.

 

David implora à enfermeira mas esta continua inflexível até que David utiliza então uma nova estratégia.

 

Enfermeira – Já lhe disse que não…

 

David – Moça, você não vai deixar entrar o namorado da paciente ? Você não imagina o que eu passei para salvar a menina da minha vida e agora ainda nem vi ela, preciso ver ela moça , deixa eu entrar naquele quarto e ver a minha única razão de viver.

 

Enfermeira – Oh rapaz, já podia ter tido é claro que o deixo entrar. Ah que coisa mais bonita, salvar a namorada. Vá , Vá lá ter com ela.

 

David – Obrigado, muito obrigado moça.

 

David entra no quarto , onde observa Ana a dormir profundamente. Ele sentou-se numa cadeira que se encontrava afastada da cama de Ana e ai ficou com as lágrimas no olhos a observar a menina que há pouco lhe era desconhecida. David acabou por adormecer, tomando assim conta da pequenina.

 

5:00 horas da Manhã

 

Enfermeira – Menina , acorde tem aqui os seus comprimidos para as dores.

 

Ana – Ah ok ( ainda meio ensonada ) Obrigada ( diz isto pondo os comprimidos na boca)

Muito Obrigada.

 

Enfermeira – Não tem de quê menina .

 

Ana olha em volta e vê então David, ela fica confusa e acaba por questionar a enfermeira.

 

Ana – Desculpe, mas ele já está aqui à muito tempo?

 

Enfermeira – Oh sim, o rapaz já está aqui desde que a menina chegou , foi ele que veio consigo na ambulância nunca largou a sua mão e ficou na sala de espera toda a tarde até agora.

 

Ana – Meu deus, ele deve estar exausto.

 

A enfermeira dirigiu-se para a porta e a única coisa que proferiu foi “ ai o amor “.

Ana ficou a olhar para ela confusa, depois voltou a focar-se em David e pôs-se a contemplá-lo por fim decidiu tentar dormir. Moveu-se na cama mas esta acabou por fazer demasiado barulho acordando assim David.

Ana tentou esconder a cara na almofada mas era tarde demais.

 

David – Você tá sentindo dores?

 

Ana vira-se e o que observa é David com as calças na parte dos joelhos rasgadas e a camisola estava toda ensanguentada.

Então Ana viu na sua cabeça a última imagem que vira antes de desmaiar, o pequeno anjo dela não era um anjo mas sim David.

Fora ele quem a salvara da morte e tinha arriscado também a sua vida por ela. Ana ficou em pânico perante esta confirmação.

 

Ana – Tu salvaste-me hoje!

 

David – Fui eu sim, quando você pôs o pé na estrada eu vi aquele carro correndo que nem um louco na sua direcção e pensei que você iria morrer, não ia deixar você ali assim morrendo à minha frente por isso me atirei na frente do carro se que te machuquei ainda mais. (E falava isto com um tom triste e de angústia)

 

Ana – O quê ? Estás preocupado com isso? Tu salvaste-me eu devo-te a minha vida David luiz. Foste o meu anjo da guarda, estou-te eternamente grata por isso.

 

David – Ah, não foi nada não. Por acaso você se lembra quais foram suas últimas palavras no fim de tudo aquilo?

 

Ana – Eu não ( mente ) , não me lembro devo ter batido com demasiado força com a cabeça no chão.

 

David – Você se sente bem ? Tá com dores ?

Quer que eu chame a enfermeira para você?

 

Ana – Não, não estou com dores ela já veio cá agora mesmo, já tomei os comprimidos. Mas estou preocupada contigo, devias ir para casa já passaste aqui o dia inteiro por minha causa e agora a noite, tu tens de descansar para o treino de amanhã.

 

David – Eu não vou descansar coisa nenhuma e deixa prá lá o treino eu fico aqui com você, quero ter certeza que você fica bem. ( Sorri levemente )

 

Os dois olham-se profundamente e riem guardando assim o olhar de ambos que por agora não teria significado algum mas que no futuro ninguém sabia o que ainda veria.

 

  

elaborado por acordoamor às 18:46 | link do post | comentar