Escola ( 3 º capítulo )

Depois de ter olhado para a janela que havia no outro prédio, Ana deixou-se cair sobre a cama que estava no seu quarto que agora era a sua cama.

Ficou a olhar para o tecto e a imaginar o rosto perfeito de David Luiz, de facto aquele simples rapaz que até era de um clube inimigo do da Ana havia despertado o interesse dela.

Não apenas pelos caracóis que possuía mas sim por a humildade e simplicidade existente no seu olhar, que para Ana ainda tinha muito por desvendar.

Estava ela perdida em pensamentos quando o telemóvel toca, Ana precipita-se e corre para ele vendo no visor que eram os seus pais.

 

Ana – Mãe, como estão? Chegaram bem? Como está Espanha?

 

Mãe da Ana – Querida, tem calma estás a fazer muitas perguntas ao mesmo tempo assim não consigo responder.

Nós estamos bem, a viagem correu bem apesar da turbulência mas foi pacífico, o teu pai agora está a falar ao telemóvel com o pessoal da fábrica.

Olha a nossa casa aqui é linda, está situada num sitio fabuloso com muitos espaços verdes e também temos praia tu vais adorar estar aqui filha.

 

 

Ana – Claro que vou mãe, fico feliz que esteja tudo bem com vocês, já estou com saudades vossas.

 

Nisto Guilherme chama Ana para jantar e ela vê-se obrigada a desligar a chamada.

 

Ana – Mãe, vou ter de desligar porque vou jantar. Fica bem manda beijinhos ao pai.

Eu amo – vos muito muito muito .

 

Mãe – Está bem querida, nós também te amamos muito. Boa noite e fica bem!

 

 

Nisto Ana precipita-se para a sala onde os seus primos estão a comer. O jantar fora encomendado e está delicioso, fora isso tudo decorreu pelo melhor. Guilherme pôs a Ana a par os assuntos não tão íntimos e Afonso claro sempre a meter-se com a Ana, é claro que ela tinha resposta para tudo o que ele lhe dizia o que o deixava super surpreendido.

No final do jantar arrumaram a mesa, bem a Ana arrumou enquanto os dois manos viam televisão. Depois disso Ana foi-se arranjar e acabou por adormecer bem aconchegada na sua cama pois o dia seguinte seria um dia difícil.

No dia seguinte ás 7:00 horas

 

Afonso – Bom dia, prima está na hora de acordar, um novo dia começou vais fazer novas amizades, conhecer rapazes giros como o teu primo. (Nisto começa a abrir as cortinas do quarto de Ana entrando assim o sol)

 

Ana – Fogo pá estás parvo ou quê? Não vês que odeio ser acordada dessa maneira idiota. Odeio que me façam isso para à próxima habilitas-te a levar um valente pêro na tua cara. (diz isto com um ar zangado e de quem já estava pronta a saltar-lhe para cima)

 

Afonso – Eh lá, agora é que mostraste quem és de verdade não queria estar na pele do teu futuro namorado, se ele te fizer alguma cena és bem capaz de lhe partir a cara toda. Não és nada meiguinha.

 

Ana – Tu não tens nada haver com as minhas relações por isso não te metas se faz favor e agora deixa – me passar tenho de me arranjar.

 

Acabando de dizer isto Ana dirige-se para a porta dando um pouco beijo na face do seu primo e dizendo um bom dia completo, deixando Afonso a babar pois ele também gostava muito de Ana.

Guilherme já havia cedo para a escola pois ainda ficava um pouco longe de casa então assim foi o primeiro a deslocar para a escola, visto que teria de apanhar vários autocarros e o metro.

Ana e Afonso tomaram o pequeno-almoço muito alegremente e apressaram-se de seguida a ir cada um para o seu lado.

A escola de Ana era relativamente perto de casa e tinha como nome Júlio Dinis, quando Ana viu a escola sentiu um medo que fez com que se arrepiasse, só quis sair dali pois achava que seria difícil adaptar-se a uma escola tão grande como aquela.

Ana inspirou bem fundo e ganhou força, começou a caminhar e dirigiu-se para a sala de aulas onde iria ter biologia e FQ nessa manhã pois à tarde iria ter Educação Física disciplina que ela odiava pois não era lá grande coisa.

A aula decorreu normalmente e foi muito interessante visto que Ana gostava muito de biologia, a turma que era constituída por 23 elementos era muito sossegada, apesar de Ana ter reparado numas certas raparigas que pareciam umas autênticas barbies devido ao seu aspecto.

 

 

Escola 10:00 horas

 

Ana dirigiu-se para o Laboratório de FQ, logo que chegou perto da sala sentiu-se deslocada de tudo e de todos pois ninguém falava com ela e digamos que ela era um pouco tímida também.

Ana sentou-se e encolheu-se como que se tentasse esconder mas sentiu alguém a aproximar-se, era uma rapariga morena, cabelo castanho comprido e com um sorriso estampado no rosto, um sorriso acolhedor pelo que Ana o retribuiu.

 

Andreia – Olá, está tudo bem? És a nova aluna não és?

 

Ana – Olá , está tudo ( mentiu Ana ) . Sim sou a aluna nova.

 

Andreia – A que bom, olha sei que não estás habituada a nada disto mas eu vou ajudar-te. O meu nome é Andreia.

 

Ana – Obrigada, neste momento precisava mesmo que alguém me orientasse. Eu sou a Ana.

Andreia – Prazer em conhecer-te. Nós sabemos que não és de cá e que os teus pais estão fora. No que depender de mim vou ajudar-te ao máximo.

 

Ana – Obrigada. (Ana sorri e percebe que a partir dali estabeleceu uma bela ligação de amizade )

 

Andreia – Então o que gostas de fazer para além de estudar porque já percebi que estás empenhada a cem por cento nisto. Não tens outras ambições?

 

Ana – Pode dizer-se que sim para além de querer ser Engenheira Mecânica, gosto muito de cantar e gostava de fazer isso para o resto da minha vida.

 

Andreia – Uau, a sério que estranho são profissões super distintas mas tenho de te ouvir cantar quero conhecer essa voz que está escondida ai dentro de ti.

 

Ana – E tu não tens outras ambições na tua vida?

 

Andreia – É claro que tenho há um em particular…..

 

Ana – Qual ?

 

Andreia – Casar com o Manz, o meu deus ele tão fofinho , e lindo. Os pais dele fizeram o trabalhinho muito direitinho para sair aquela beldade .

 

Ana riu-se com aquilo tudo, não pôde evitar dar uma leve gargalhada.

 

Andreia - estás te a rir mas olha quando eu casar com ele toda a gente vai ver como é até as barbies. Coisas mais estúpidas à face da terra , são tão plásticas.

Diz-me lá tu não tens um amor platónico assim como ao meu, se bem que o meu é um amor verdadeiro ( dizia isto com um brilho nos olhos ).

 

Ana – Ah até sou capaz de ter, apesar de ser do Sporting tenho uma enorme simpatia por o David Luiz.

 

Andreia – Logo vi, a partir de agora és a minha sister . Tu ficas com o David e eu com o Ruben é perfeito.

 

Dizendo isto aparecem as quatro barbies, eram todas loiras cheias de maquilhagem.

A chefe era a Marina, depois havia ainda a Clara, Patrícia e a Sol.

 

Marina – Haha deixa-me rir tu e o Ruben Amorim pois claro como que eu não conhecesse o Ruben, ele não se interessaria por ti sem demasiado sem sal  para ele, ele gosta de miúdas com mais pica como nós.

 

Andreia – Eu acho que ele não gosta é de piri-piri a mais coisa que vocês para dar e vencer porque têm sempre fogo debaixo das saias.

 

Marina – Oh estás com ciúmes porque eu já conheço o Ruben, querida acredita que ele procura melhor para chegar aos calcanhares dele.

 

Andreia agora estava furiosa conseguia sentir que a qualquer momento iria explodir e ia-se atirar para cima da Marina. Tentou controlar-se mas era inevitável.

 

Marina – Bem vou embora, faltar à aula tenho de ir ver o David Luiz ele é um amigo muito chegado e pode precisar de ajuda. Oh quase me esquecia eu mando beijinhos das duas para os meninos . Bye bye

 

Dito isto Marina e as barbies afastam-se, deixando Ana também com raiva por causa de David.

 

Andreia – Ai que nervos da próxima vez eu, eu , eu

 

Ana – Tu ficas quieta , o que elas querem é tirar-nos do sério e parece que conseguem. Tu não vês que elas têm a mania que são boas , elas um dia terão o que merecem ou seja nada .

 

Andreia sorriu e assim passaram o resto da manhã juntas e também da tarde em Lisboa .

Mas é claro que não muito longe dali algo que seria o destino iria se passar e que mudaria a história de Ana para sempre. Mas o que seria?

 

elaborado por acordoamor às 21:15 | link do post | comentar